A UPEC se propõe a ser uma voz firme e forte em defesa da ética na política e na vida nacional e em defesa da cidadania. Pretendemos levar a consciência de cidadania além dos limites do virtual, através de ações decisivas e responsáveis.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ATENÇÃO!!!

MITOLOGIA GREGA: NIOBE É FILHA DE TÂNTALO (OS 2 METAIS SEMPRE ESTÃO JUNTOS NA MINA) E MULHER DE ANFIAO, REI DE TEBAS. FONTE DA ARGÓLIDA.  
                                                 NIÓBIO
Vocês já ouviram algo a respeito?
Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo. Uma riqueza que o
povo brasileiro desconhece e tudo fazem para que isso continue assim.
Como é possível o fato de o Brasil ser o único fornecedor mundial de
nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saindo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo.

Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendoser uma outra moeda nossa.


Não é uma descalabro alarmante?

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo:
“O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem docontrabando do nióbio.
”E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, umamina de nióbio na Amazônia.Ninguém teve coragem de investigar… Ou estarão todos ganhando com isso?

Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002:“Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em
Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero.

As maiores jazidas mundiais de nióbio estão em Roraima e Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Raposa – Serra do Sol), sendo esse o real motivo da demarcação contínua da reserva, sem a presença do povo brasileiro não-índio para a total liberdade das ONGs internacionais e mineradoras estrangeiras.

Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabandodo nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e
dali aos EUA e Europa.

A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em SãoGabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo
federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.

Todos viram recentemente Lula em foto oficial, assentado em destaque, ao lado da rainha da Inglaterra.

Nação que é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maiorintermediária na venda do nióbio brasileiro ao mundo todo. Pelo visto,
sua alteza real Elizabeth II demonstra total gratidão para com nossos “traíras” a serviço da Coroa Britânica.


Mas, no andar dessa carruagem, esse escândalo está por pouco para estourar, afinal, o segredo sobre o nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.

Cadê a OAB, o MFP, o Congresso Nacional???

Os bandidos são mais honestos.

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligasde metais não ferrosos.

Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para afabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas
distâncias.

Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.

Usado em soldas elétricas.

Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de ligametálica, para a produção de jóias como, por exemplo, os piercings.

Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas parafabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de
foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.

O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturascriogênicas. Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura
crítica entre os elementos supercondutores, 9,3 K.

Além disso, é um dos três elementos supercondutores que são do tipo II( os outros são o vanádio e o tecnécio ), significando que continuam
sendo supercondutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.
www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17578
URGENTE!
Muitos que receberão este e-mail simplesmente dirão;"o que eu tenho a ver com Nióbio?"

Esquecem de ver o LADO PODRE desta questão: gente do Governo envolvida com desvios desse mineral e "comendo por fora".

Gente graúda, lá da "cabeceira" do Governo federal e órgãos como a FUNAI.
Leia e repasse, vamos tentar acabar com mais essa fonte de roubalheira.
 
 
 
 
--
     Renato Zambrano
 http://br.mc1623.mail.yahoo.com/mc/compose?to=rzambramaster@gmail.com

Recebido por e-mail

domingo, 26 de agosto de 2012

O APARELHAMENTO POLÍTICO DO STF
 
TODOS OS PROJETOS APROVADOS DURANTE O DESGOVERNO LULA PODEM E DEVEM SER JURIDICAMENTE QUESTIONADOS DEVIDO A INFLUÊNCIA DO SUBORNO PELO MENSALÃO. É CLARO QUE ISSO SOMENTE SERIA POSSÍVEL SE O BRASIL NÃO FOSSE UM PARAÍSO DE PATIFES, O PODER PÚBLICO UM COVIL DE BANDIDOS E A JUSTIÇA MERECESSE ESSE NOME, O QUE NÃO É ABSOLUTAMENTE O CASO.
Os advogados dos réus do mensalão devem agradecer penhoradamente ao ministro Lewandowski. Seu voto, que não encontra suporte jurídico decente sob qualquer ótica que se queira analisar, oficializa e formaliza a impunidade da gang dos 40, seu chefe verdadeiro, e todos os seus cúmplices, à exceção dos bois de piranha que ficarão mais ricos para aceitar serem condenados para enganar a sociedade dos idiotas e imbecis compulsivos. 

Fotos mostrando os advogados dos canalhas do Mensalão aos risos para comemorar o voto do ministro é o degradante e final retrato da Justiça no nosso país que, em benefício dos corruptos associados ao projeto de poder do PT, está transformando os Tribunais Superiores – depois de apodrecerem os outros tribunais – em penico dos canalhas para ter derramado seu conteúdo fedorento em cima da cabeça de uma sociedade que optou por aceitar que seu país fosse transformado em um Paraiso de Patifes e o poder público em um Covil de Bandidos.

Também devem estar pulando de alegria os milhares de canalhas esclarecidos que fazem parte da academia apodrecida, do jornalismo marrom, do meio empresarial corrupto, do meio artístico, do meio empresarial corrompido, e do meio estudantil universitário que aceita a universidade ser transformada em palco do analfabetismo funcional servil ao fascismo petista, entre muitos outros grupos traidores do país.

O posicionamento histórico do ministro Lewandowski e de outros ministros no que diz respeito ao caso “Mensalão”, e agora o teor do seu voto na primeira etapa do julgamento, demonstra que o STF pode ser qualificado como um aparelho político a serviço do PT, e seu projeto de poder liderado pelo ex-presidente Lula.

Cumprindo seu papel de apoiar o projeto político do Retirante Pinóquio o STF macula em definitivo sua biografia que registrará a maior vergonha jurídica da história do país.

Que ninguém tenha a expectativa que no final do julgamento a gang do “Mensalão” venha a ser exemplarmente punida, pois, com certeza, isso traria à tona o seu verdadeiro chefe, que não foi exatamente José Dirceu, que ficou apenas encarregado de fazer o serviço sujo: organizar as fontes do “Mensalão”, desmoralizar as instituições políticas e a justiça no país, como o lobista das relações públicas e privadas degeneradas, tudo sob o comando maior do mais sórdido político de nossa história.
Com o vergonhoso voto do ministro, os novos ricos, criminalistas criminosos, já perceberam que seus clientes serão absolvidos da maioria de seus crimes, senão na sua totalidade, podendo tornar-se verdadeiro o prognóstico de um dos canalhas ladrões do dinheiro público: o “Mensalão vai virar piada de salão”, “com direito ao encontro dos maiores canalhas da história do país numa cantina, regado ao vinho francês preferido dele – o verdadeiro chefe do mensalão –, o pinot noir Romanée-Conti, que custa R$ 15 mil a garrafa - ficando a conta, é claro, para ser paga com o dinheiro roubado do contribuinte”.

Para a pergunta, o que fará a sociedade diante desse absurdo e dessa vergonha jurídica, a resposta é muito simples: NADA, assim como nada fez quando roubaram o crucifixo do gabinete presidencial.

O que se pode esperar de diferente de uma sociedade em que a maioria foi transformada em bolsista do poder público pelo assistencialismo comprador de votos, e a maior parte do que restou é formada por covardes, ou esclarecidos canalhas, gente sórdida beneficiada de todas as formas possíveis pelo usufruto de suas relações corruptas dentro ou com o poder público?

Tem razão o ministro ao declarar-se não preocupado com a repercussão do seu voto, pois de uma sociedade feita de idiota, imbecil e corrupta durante as gestões do PT nada se pode esperar mesmo.

Assim como a canalha da política, o STF, com o voto do ministro que certamente será seguido pelos apadrinhados do PT, demonstra não ter mais, também, qualquer respeito pela sociedade, que paga para ser ludibriada, roubada, corrompida, subornada e espezinhada, como idiota e imbecil do palco do Circo do Retirante Pinóquio.

Assim a Fraude da Abertura Democrática chega ao seu “estado da arte”: uma Justiça servil ao projeto de poder do PT que já demonstrou seus verdadeiros objetivos: desmoralizar as Forças Armadas, as instituições políticas, transformar as universidades públicas em campo de treinamento de analfabetos funcionais fascistas e fortalecer as oligarquias e burguesias públicas e privadas corruptas que se associaram à liderança do mais sórdido político do país e suas gangs.

Pobre país do nosso que fede cada vez mais sem que as pessoas precisem usar máscaras, pois já se acostumaram com a podridão criminosa das relações públicas e privadas, a maioria procurando tirar o proveito possível da destruição do nosso país, ou seja, do futuro dos nossos filhos e de suas famílias.

Mesmo que seja uma ficção o certo seria colocar essa gente corrupta e sórdida diante do paredão da vergonha dentro de um presídio. Mas para isso ser feito seria necessário que no nosso país a covardia das casernas e fora delas fosse substituída pela coragem patriótica de salvar nossos filhos e suas famílias das valas da corrupção e da degeneração moral que já foram distribuídas por todo o país.
Geraldo Almendra
26/agosto/2012

Pensem nesta vergonha, senhoras ministras e senhores ministros do Supremo: até agora, esta inocente é a única punida do mensalão!

Vocês têm de espalhar na rede a história desta mulher porque ela é a evidência viva do modo como “eles” operam. Ela se negou a endossar a roubalheira dos mensaleiros no Banco do Brasil. Sabem o que aconteceu? Perdeu o emprego, não consegue mais trabalho e já foi ameaçada de morte três vezes. Leiam a reportagem de Gustavo Ribeiro e Hugo Marques na VEJA desta semana.
Danevita: ela fez a coisa certa e, por isso, perdeu o emprego e recebeu três ameaças de morte.

A publicitária Danevita Magalhães não ajudou a desviar recursos públicos, como fez o PT e seus dirigentes, não fraudou empréstimos bancários, como o empresário Marcos Valério, nem sacou dinheiro sujo na boca do caixa de um banco, como fizeram os políticos. Sua situação, porém, é bem pior que a de muitos deles. Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária.

Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema —, Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro.

O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição. Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua. Em depoimento à Justiça, Danevita contou ainda que ouviu de um dos diretores da DNA que a cam­panha contratada jamais seria realiza­da. “Como não assinei, fui demitida”, lembra.

Depois disso, ela não conse­guiu mais arrumar emprego e perdeu tudo o que tinha. Saiu de um padrão confortável de vida — incluindo um salário de 15000 reais, carro do ano e viagens frequentes — para depender da boa vontade de amigos e morar na casa da filha, que a sustenta. “Estou sofrendo as consequências desse esquema até hoje. O pior é que eu não participei de nada. Você deveria falar com Dirceu, Lula…”, disse.

Danevita hoje vive reclusa na casa da filha e evita conversar sobre o mensalão. Ela conta que sofreu três ameaças de morte. Sempre telefonemas anônimos, pressionando-a para mudar suas alegações às autoridades. Seu desespero é tamanho que, em entrevista a VEJA, ela pediu para não ser mais procurada: “Peço que me deixem em paz. Eu não tenho mais nada a perder”, disse. Danevita credita aos envolvidos no esquema — e prejudicados pelo teor do seu testemunho — as dificuldades que tem encontrado no mercado de trabalho. Apesar de um currículo que inclui altos cargos em empresas multinacionais, ela conseguiu apenas pequenos serviços. A publicitária não tem dúvida de que os mensaleiros a prejudicam, mas não cita nomes. “Fico muito magoada com isso. Já perdi meu dinheiro e minha dignidade”, desabafa. Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros.

Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ‘Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de uma forma muito negativa”, lamenta.
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 25 de agosto de 2012





Por José Maria e Silva

Antes mesmo de pisar em solo inglês para disputar as Olimpíadas de 2012, o Brasil já vinha de uma queda de braço com o Reino Unido. Trata-se de uma disputa econômica para ver quem ocupa o sexto lugar da economia mundial. A princípio, a vitória é do Brasil. Com um PIB (Produto Interno Bruto) de 2,45 trilhões de dólares em 2011, o Brasil havia ultrapassado o Reino Unido, tornando-se a sexta maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. Todavia, com a desvalorização do real frente ao dólar, ocorrida nos últimos meses, o PIB brasileiro deve cair para o patamar de 2,34 trilhões de dólares, levando o Reino Unido a recuperar a sexta posição, enquanto o Brasil voltará a ser a sétima economia mundial, ainda assim, à frente da Itália, Rússia e Canadá.

Em outras palavras, o Brasil não é mais o longínquo País de 1936, do qual o escritor Stefan Zweig (1881-1942) se despediu, ao cabo de sua primeira visita, pensando: “Percebi que havia lançado um olhar para o futuro do mundo”. E, antes desse elogio do escritor austríaco, o Conde Afonso Celso, em 1900, enumerando as grandezas que o levavam a ufanar-se do Brasil, indagava a respeito do País: “É verdade que a grandeza não deriva da simples posse de dons valiosos, mas do seu sábio aproveitamento. Por que, porém, deixaremos de pôr em ação os nossos prodigiosos recursos?”. Essa pergunta ainda reboa nos ouvidos da nação, que, a despeito de estar entre as sete maiores economias do mundo, ainda se vê como a pátria da esperança e não das realizações.

O brasileiro nunca percebeu o Brasil como obra sua e, sim, como dádiva de Deus. Por isso, o gigante continua deitado em berço esplêndido, comodamente adaptado ao olhar estrangeiro, que sempre viu o País como uma exuberante natureza morta, destituída de pessoas à altura da história. Como confessa Stefan Zweig: “Imaginava que o Brasil fosse uma república qualquer das da América do Sul, que não distinguimos bem umas das outras, com clima quente, insalubre, com condições políticas de intranquilidade e finanças arruinadas, mal administrada e só parcialmente civilizada nas cidades marítimas, mas com bela paisagem e com muitas possibilidades não aproveitadas — país, portanto, para emigrados ou colonos e, de modo nenhum, país do qual se pudesse esperar estímulo para o espírito”.

A fúria machadiana

Um Machado de Assis branco; assim a Caixa  Econômica Federal
o via num comercial:desinformação?


E esse mal não é novo. Já incomodava o “Escritor Nacional” (como diria o personagem Donga Novais do novelário de Autran Dourado), a propósito de quem a escritora Nélida Piñon cinzelou a máxima: “Se Machado de Assis existiu, então o Brasil é possível”. Escrevendo semanalmente na “Gazeta de Notícias”, do Rio de Janeiro, entre 24 de abril de 1892 e 11 de novembro de 1900, o criador do alienista Simão Bacamarte dedicou uma de suas crônicas a repudiar o viciado olhar estrangeiro que só via no Brasil a paisagem natural, desprezando completamente o povo que habitava essas paragens, como se não fora digno de constar nem mesmo no rodapé da história.
Esse o Machado de Assis verdadeiro

Em 20 de agosto de 1893, a propósito de um telegrama de Sarah Bernhardt (1844-1923), em que a atriz parisiense desmentia os conceitos a respeito do Brasil que um jornal argentino lhe atribuíra, Machado de Assis (1839-1908) discorre sobre essa espécie de síndrome do Brasil telúrico, sempre mais próximo da natureza do que da cultura. Para desculpar-se com o Brasil, Sarah Bernhardt havia empregado a expressão “ce pays féerique” (“este país feérico”), razão da crítica de Machado: “Uma das minhas convicções (e tenho poucas) era esta: se algum dia Sarah escrever a nosso respeito, não empregará a velha chapa de todos os viajantes que por aqui passam: ce pays féerique. E tu, amiga minha, tu arrancas-me sem piedade esta ilusão do meu outono”.

Machado de Assis é sarcástico: “O meu sentimento nativista, ou como quer que lhe chamem, —patriotismo é mais vasto, — sempre se doeu desta adoração da natureza. Raro falam de nós mesmos; alguns mal, poucos bem. No que todos estão de acordo, é no pays feérique. Pareceu-me sempre um modo de pisar o homem e as suas obras. Quando me louvam a casaca, louvam-me antes a mim que ao alfaiate. Ao menos, é o sentimento com que fico; a casaca é minha; se não a fiz, mandei fazê-la. Mas eu não fiz, nem mandei fazer o céu e as montanhas, as matas e os rios. Já os achei prontos”.

O escritor lembra, nesta crônica, que há muitos anos havia ciceroneado um estrangeiro no Rio e que este, numa noite em que falaram da cidade e sua história, mostrou desejo de conhecer uma velha construção: “Citei-lhe várias; entre elas a igreja do Castelo e seus altares. Ajustamos que no dia seguinte iria buscá-lo para subir o morro do Castelo. Era uma bela manhã, não sei se de inverno ou primavera. Subimos; eu, para dispor-lhe o espírito, ia-lhe pintando o tempo que por aquela mesma ladeira passavam os padres jesuítas, a cidade pequena, os costumes toscos, a devoção grande e sincera”.

Mas a decepção de sempre aguardava Machado: “Chegamos ao alto, a igreja estava aberta e entramos. Sei que não são ruínas de Atenas; mas cada um mostra o que possui. O viajante entrou, deu uma volta, saiu e foi postar-se junto à muralha, fitando o mar, o céu e as montanhas, e, ao cabo de cinco minutos: ‘Que natureza que vocês têm!’ (...) A admiração do nosso hóspede excluía qualquer ideia da ação humana. Não me perguntou pela fundação das fortalezas, nem pelos nomes dos navios que estavam ancorados. Foi só a natureza”.

Enegrecimento à força

Se Machado de Assis encarnasse uma de suas criaturas, o defunto-autor Brás Cubas, e se fizesse cronista póstumo deste Brasil da Copa e das Olimpíadas, haveria de notar que as coisas pioraram ainda mais e que já não é apenas a geografia do País que se conforma em ser cartão-postal — hoje, é a própria alma da nação que se entrega feito natureza morta. Como no verso do poeta e crítico piauiense Mário Faustino (1930-1962) — “o olhar recebe a forma e esquece a essência” —, o brasileiro é convocado a encarnar em sua própria alma a aparência que o mundo formou dele: um ser feito só de sentidos, em que o instinto é maior do que a razão.


É o que se percebe, por exemplo, no clipe com a canção-tema das Olimpíadas, dirigido por Estevão Ciavatta, da Pindorama Filmes, e lançado na semana passada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O clipe reforça esse Brasil para inglês ver, expresso pela alma carioca no que ela ter de pior — a absorção, em si mesma, do clima tórrido e insalubre, palco da terrível febre amarela, no passado, e da dengue, no presente, como se essas enfermidades do corpo plasmassem o próprio espírito da gente trêfega, que, de modo bisonho e malemolente, desfila por esse vídeo que vai mostrar ao mundo a imagem do palco oficial das Olimpíadas de 2016.
André Rebouças: engenheiro, advogado,inventor, deputado e
conselheiro do imperador Pedro II e esquecido até dos
movimentos negros

Composta por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto e produzida por Alexandre Kassin, a música-tema “Os Grandes Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro” é interpretada por Diogo Nogueira, Mart’nália, Mr. Catra, Thalma de Freitas, Zeca Pago­dinho, Ed Motta e pelo próprio Arlindo Cruz. Além dos intérpretes, ela reúne vários artistas, como Buchecha, Fernanda Abreu, Fun­do de Quintal, Jorge Aragão, Pedro Luís, Roberta Sá, Ronaldo Bastos, Sandra de Sá, Toni Gar­rido, Zélia Duncan e as Velhas Guardas do Império Serrano e da Vila Isabel. No clipe, aparece até mesmo a escritora Nélida Piñon, fazendo o papel da deusa Atena, em meio a outros artistas, como Fernanda Montenegro e Rodrigo Santoro, que também encarnam personagens mitológicas. Mas a música nada tem a ver com o corpo atlético de Apolo. Ela exalta o corpo relaxado de Baco: “Ficaram na roda de samba até clarear / ficaram até de perna bamba de tanto sambar”.

Os deuses do Olimpo são praticamente os únicos brancos do clipe. A inclusão do negro no imaginário visual do país está sendo feita à custa da exclusão do branco — que, no entanto, representa 47,7% do total de brasileiros, segundo dados do IBGE. Os negros propriamente ditos são apenas 7,6%. Mas como o governo petista — cavalo de santo do racismo de laboratório produzido pela academia — está empenhado em fomentar uma guerra racial no país, os negros passaram a ser chamados oficialmente de “pretos” (termo que até outro dia era amaldiçoado pela ditadura do politicamente correto) e, somados aos 43,1% de pardos — que foram enegrecidos à força — formam um contingente de 50,7% de negros estatísticos. Obviamente, essa população negra só existe na mente pueril das autoridades, teleguiada pela insanidade moral dos intelectuais universitários.

Eugenia às avessas

O clipe das Olimpíadas de 2016 reduz os brasileiros ao perfil simiesco de exportação, em que as gentes dos trópicos são sempre apresentadas como não tendo cérebro, feitas exclusivamente para dançar samba e jogar futebol. E, como sempre, o negro é convocado a fazer esse papel abjeto. Seguindo a política racialista iniciada pelo governo Fernando Henrique e transformada em eugenia às avessas pelo governo Lula, o clipe faz do Brasil um país exclusivamente de negros. E o que é mais grave: uma vez que o País é uma nação de negros, a Prefeitura do Rio entendeu que é também uma nação de bola, pandeiro e cachaça. Só faltou explorar a indefectível imagem das mulatas seminuas esfregando as calipígias formas no rosto louro de algum estrangeiro.

Nos últimos anos, especialmente depois da ascensão de Lula ao poder, o símbolo por excelência do Brasil passou a ser o negrinho de periferia jogando bola nas ruas, utilizado exaustivamente em comerciais de TV. Essa imagem, confesso, me dá asco duplamente: primeiro, por vilipendiar o negro, circunscrito a corpo e sentido, sem cérebro; segundo, por conseguir esconder o verdadeiro e óbvio racismo que está por trás dessa redução do negro a uma espécie de fenômeno bruto da natureza, incapaz de se relacionar com elementos nobres da cultura, como um livro, um violino, uma aquarela. É claro que jogar bola e dançar capoeira não avilta ninguém, mas fazer dessas atividades a expressão por excelência da cultura negra é, sem dúvida, alijar o negro do universo intelectual que produziu o teatro de Shakespeare, as sinfonias de Beethoven, a física de Einstein.
Cruz e Souza, escritor nascido na loura Florianópolis: outro esquecido
dos Movimentos Negros.

Mas, no fundo, é justamente isso o que faz o Ministério da E­ducação no documento “Orien­tações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais”, publicado em 2006, na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, atual candidato a prefeito de São Paulo. Citando o jornalista e sociólogo Muniz Sodré, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o documento do MEC enfatiza textualmente: “Na cultura negra o corpo é fundamental”. Só na cultura negra? — cabe a pergunta. Um povo que não considerasse o corpo como fundamental estaria condenado ao suicídio coletivo. Toda cultura zela pelo corpo com sua melhor tecnologia, sejam as raízes cultivadas pela tradição, seja o bisturi adestrado na ciência. Até a cultura judaico-cristã, acusada de vilipendiar o corpo com jejuns e martírios, foi uma precursora da profilaxia, como se vê nas leis de Moisés.

Mas, obviamente, o MEC não está falando da dimensão simplesmente física e médica do corpo. O documento parte de uma concepção demencial do negro, como se ele não fosse um brasileiro como os outros e tivesse acabado de aportar no Brasil do século XXI proveniente da Angola do século XVI. É o que fica claro no restante do texto do MEC: “Na cultura negra o corpo é fundamental. Sobre o corpo se assenta toda uma rede de sentidos e significados. Esse não é apartado do todo, pertence ao cosmos, faz parte do ecossistema: o corpo integra-se ao simbolismo coletivo na forma de gestos, posturas, direções do olhar, mas também de signos e inflexões microcorporais, que apontam para outras formas perceptivas”.

Negro como natureza


Não há limite para a demência do MEC nas orientações que fornece à escola sobre o modo de tratar a cultura negra. Depois de afirmar que “o corpo é a representação concreta do território em movimento” (uma frase digna de hospício), o documento do MEC sustenta: “Ao contrário de uma percepção de mundo na qual a alma é onde reside a força e a possibilidade de continuidade, para uma cultura negra a força está no corpo, não existe essa ideia de uma força interior alavancada pela ação da fé. Toda possibilidade encontra-se no corpo potente que procura suas mediações nas relações que constitui no cosmos, daí o compartilhamento como práxis ser uma questão fundamental para se entender a dinâmica de uma cultura negra no Ocidente”.

Releiam esta absurda frase: “Para uma cultura negra a força está no corpo, não existe essa ideia de uma força interior alavancada pela ação da fé”. Esse documento do MEC fere frontalmente a Constituição ao querer impedir os negros brasileiros — majoritariamente cristãos — de exercer livremente sua crença. E mais do que ofender a fé do negro, o MEC — neste texto vil e moralmente criminoso — vilipendia a própria humanidade do negro ao negar-lhe a alma, o espírito, a razão, deixando-lhe tão-somente o corpo, como faziam os traficantes de escravos. Estarrece saber que esse documento oficial do MEC foi escrito por cinco mulheres — vítimas potenciais de toda cultura centrada na força física. A mulher só tem lugar na civilização, onde impera o cérebro; onde manda o corpo, ela vira repasto do macho, como ocorre entre a maioria dos animais.

Mas o MEC não se contém em suas orientações sobre a cultura negra na escola e chega a reduzir o negro a um mero elemento da natureza. Eis o que diz o documento: “Todos trocam algo entre si, homens, mulheres, árvores, pedras, conchas. Sem a partilha, não há existência possível. Faz-se necessário pensar que a cultura negra não está marcada por uma necessidade de conversão. Existe um sentido de agregação que não gira em torno de uma verdade única”.

Após esse ataque nada sutil ao cristianismo, o MEC regurgita outras bobagens sobre as “comunidades de matriz africana” (isso existe no Brasil?) para concluir: “Uma visão de mundo negra implica a possibilidade de abertura para o mundo, para a vida e principalmente para o outro. Por exemplo, em uma ‘roda de capoeira’, todos que compartilham os códigos são aceitos, desde que se coloquem como parceiros(as) e respeitem a hierarquia”.

Pensamento mágico do MEC

Para essa abominável pedagogia do MEC, herdeira da nefasta autoajuda marxista de Paulo Freire, o negro não é um brasileiro como os demais: cristão, falante do português, eivado dos mesmos sonhos da gente comum, que quer estudar, trabalhar, constituir família, criar filhos, vencer na vida. Para os lunáticos do MEC, o negro é um ser à parte, prisioneiro da materialidade do seu próprio corpo, que se agrega à natureza como um elemento indistinto dela. O MEC está tratando o negro como sempre tratou o índio: arranca-lhe a alma humana, legada pela civilização, e o atira na paisagem de uma cultura telúrica, que, em vez de ser sujeito da natureza, é tão objeto dela quanto os bichos, as pedras, as plantas. Se isso não for racismo, não sei o que seja.

Para completar, o documento do MEC chega a flertar com o pensamento mágico, que vê na cultura do negro brasileiro uma circularidade ancestral. Eis o que diz o texto, sentenciosamente: “E aqui vale uma pequena abordagem relativa à circularidade. Para a cultura negra (no singular e no plural), o círculo, a roda, a circularidade é fundamento, a exemplo das rodas de capoeira, de samba e de outras manifestações culturais afro-brasileiras. Em roda, pressupõe-se que os saberes circulam, que a hierarquia transita e que a visibilidade não se cristaliza. O fluxo, o movimento é invocado, e assim saberes compartilhados podem constituir novos sentidos e significados, e pertencem a todos e todas elas”.
Alguém consegue imaginar cientistas e matemáticos movimentando-se em rodas de capoeira para formular teoremas, descobrir o antibiótico, inventar o avião? Pensar é concentrar-se. Esse negro gregário, plástico, permanentemente aberto ao outro que o MEC inventa não é capaz de criar civilização — é objeto e não sujeito de sua própria cultura.

E aí voltamos ao clipe das Olimpíadas de 2016, da Prefeitura do Rio, que segue integralmente as diretrizes do MEC e das universidades relativas à cultura negra. O clipe mostra um Dionísio caindo de bêbado nas ruas (numa infeliz referência a Baco, que é o antônimo de Olimpíadas) e ainda um trabalhador negro, de calção e sem camisa, carregando uma geladeira ao mesmo tempo em que dança. É essa a imagem que o Brasil vende ao mundo: a de um povo tão esculhambado que não leva a sério nem o trabalho. E, como sempre, cabe ao negro encarnar esse papel vergonhoso.

Como se não bastasse tudo isso, entre os negros chamados a representar o Brasil monocromático do samba está um tal Mr. Catra. Fui pesquisar quem é o sujeito. Ele se diz convertido ao judaísmo apenas para poder praticar a poligamia de Fernandinho Beira-Mar, com várias mulheres e mais de 20 filhos, dos quais ele nem sabe o nome. Suas letras — facilmente encontradas na Internet — colocam as mulheres muito abaixo das cadelas de rua. Impossível citá-las aqui como exemplo. Seria como abrir o esgoto. Não creio que alguma corrente do judaísmo aprove isso. Mas a Prefeitura do Rio, o MEC e os intelectuais universitários aprovam. Tanto que Mr. Catra é um queridinho da mídia.

Feitores de almas

É lamentável que se dê espaço tão nobre para esse tipo de negro, como se ele fosse representativo da cultura afro-brasileira. Os negros legaram ao Brasil, entre muitas outras coisas, o maior poeta simbolista do país, que é também o maior escritor de um dos Estados mais brancos — o poeta Cruz e Sousa (1861-1898), de Santa Catarina. Também legaram um dos maiores músicos eruditos da América Latina, o padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), em cuja obra se inspira o próprio Hino Nacional Brasileiro. E seria preciso escrever um verdadeiro tratado de história e sociologia do conhecimento para enumerar todos os mulatos — começando por Machado de Assis, Lima Barreto (1881-1922) e o engenheiro André Rebouças (1838-1898) — que, em plena escravidão, legaram obras fundamentais ao país em todas as áreas.

Mas tanto no clipe das Olímpiadas, quanto nas diretrizes do MEC e nas teses universitárias, não há lugar para esse tipo de negro altivo, cerebral, não gregário. Para racialistas do MEC e da academia, os negros foram feitos para dançar e sorrir. Não sentem tristeza, não sabem o que é reflexão, não se permitem ser introspectivos. E andam sempre em bando, como se não fossem indivíduos, mas reses de algum rebanho. Sua música jamais seria um blues. É sempre um samba, falando ao corpo, jamais à alma. Aliás, todas as manifestações culturais tidas como autenticamente negras pelas universidades — como a capoeira, o hip hop, a roda de samba, o funk — costumam ter essas duas características: são gregárias e dançantes, condenando o negro a viver em bando, superficialmente.
Padre José Maurício Nunes Garcia, maior compositor
das Américas em seu tempo.

Ao tratar o negro dessa forma, a universidade brasileira age da mesma forma que os brutais traficantes de escravos. Foram eles que criaram — na base do açoite — esse negro dançante e sorridente. No livro “A Vida dos Escravos do Rio de Janeiro (1808-1850)”, a historiadora norte-americana Mary Karasch descreve a venda de escravos no Valongo (o grande mercado de negros da corte) e conta que os comerciantes negreiros, a fim de convencer os compradores de que suas peças não estavam com “preguiça” ou depressão, ministravam-lhes estimulantes como pimenta, gengibre e tabaco. “Um segundo remédio para a nostalgia era ‘estimular’ os africanos a cantar e dançar a música de suas terras natais”, acrescenta a historiadora.

“Assim, o som de tambores e palmas e das canções africanas enquanto os escravos dançavam contribuía para a atmosfera do Valongo. Se alguns escravos se recusassem a tomar parte, um feitor forçava-os a dançar, porque acreditavam que a falta de movimento estimularia a nostalgia e assim diminuiria seus lucros. Além disso, exigia-se com frequência que os africanos dançassem de ‘maneira alegre’ durante seu exame físico, a fim de convencer os compradores de sua saúde excelente. Se expressassem seus verdadeiros sentimentos ou apatia e depressão eram açoitados”, conta a historiadora. Felizmente, o negro se libertou dos feitores de corpos; mas precisa se libertar dos feitores de almas — que o espreitam com a escravidão mental.

Fonte: Jornal Opção, Goiânia, 19 de agosto de 2012.
Por CAntonio 8/25/2012 07:20:00 AM
IRÃ CULTUA O ANTIJUDAÍSMO
A teocracia iraniana promove uma história deturpada do povo judeu.
BEATRIZ W. DE RITTIGSTEIN para o jornal venezuelano ‘EL UNIVERSAL’
Tradução de FRANCISCO VIANNA
Terça feira, 21 de agosto de 2012
            Além das tensões e independentemente da inimizade entre o Irã e Israel, devemos ter claro que existe um ódio antijudeu que anima as cabeças iranianas, transcende o renascimento do estado judeu no meio do mundo árabe e vai muito além de suas políticas.
            Os motivos se atêm à interpretação radical do fundamentalismo da fé islâmica. No Corão se repete que os judeus são “macacos e veados”. Numa das suas ‘suras’ se lê: "malditos sejam os hereges filhos de Israel... Que a ira de Alá caia sobre eles"...
            Após assumir a presidência em 2005, Muhammad Ahmadinejad disse que Israel "devia ser varrido do mapa", lema constante em suas arengas. Pouco depois exclamou: "Eles inventaram um mito no qual os judeus foram massacrados"...
            Em fevereiro de 2006, o Hamshahri, um jornal iraniano, convocou um concurso de caricaturas para satirizar o Holocausto. Esses eventos têm continuado; este ano, a agência oficial de notícias FARS saudou a caricatura ganhadora do concurso, onde aparecem judeus adorando a Bolsa de Nova York. Em fins de 2006, em Teerã foi levada a cabo a Conferência para a Revisão da Visão Global do Holocausto, com a participação de diversos grupos neonazistas.
            Em seu discurso na ONU, em 2008, usando a teoria da conspiração, Ahmadinejad afirmou que os judeus dominam os EUA e a Europa.
            Há dois meses, o vice-presidente Rahimi acusou os "sionistas de incitarem o tráfico de drogas e o vício para aniquilar os que não são judeus, conforme o prescrito no Talmud".
            Há uma maioria de muçulmanos que entende que estas escrituras são de outros tempos, nos quais o Islã pretendeu erigir sua primazia sobre o judaísmo. De fato, na atualidade, a teocracia iraniana promove uma história distorcida do povo judeu que se baseia na sua demonização.