por Moisés Rabinovici
- 31/5/2010 - 21h31
O choque entre a marinha israelense e a Flotilha da Liberdade levantou ondas de protesto e indignação no mundo e imediato tsunami condenatório sobre Israel.
Mas a maré está baixando e emergem algumas verdades que naufragaram sob o peso do coro dos pacifistas – na verdade, piratas da paz.
A primeira verdade: rejeitados apelos e propostas para evitar o confronto, já que a Flotilha da Liberdade estava decidida a furar o bloqueio militar, comandos israelenses começaram a descer por corda de um helicóptero no navio turco Mavi Marmara. Um a um, os soldados foram recebidos pelos militantes dos direitos humanos a golpes de barra de ferro, facadas e pauladas. Um foi jogado ao mar. De outro retiraram o fuzil. Um linchamento, contido a tiros.
A segunda verdade: Israel se deixou cair na armadilha. A Flotilha da Liberdade, organizada pelo movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi, dispunha de um canal aberto pelos israelenses para levar sua ajuda humanitária até Gaza. Só ancorar em Ashdod, passar pela alfândega e seguir pela estrada, tão curta que os mísseis do Hamas a atravessam inteira. Mas não: Bülent Yildrim, o humanitário-pacifista-chefe turco, é amigão de Ismail Haniya, o chefão do Hamas. Aos dois conviriam alguns mártires. E agora eles os exibem ao mundo.
A terceira verdade. Por que abordar a Flotilha da Liberdade? Esta era uma pergunta que se fazia ontem em Israel, país de tantos estrategistas de guerra quantos de técnicos de futebol no Brasil. A marinha poderia simplesmente bloquear o caminho. Ante alguma insistência, elevar o tom: um disparo de advertência. Teimosia? Acertar as máquinas dos navios e deixá-los singrar a esmo nas turbulentas águas políticas do Oriente Médio.Yasser Arafat também quis navegar contra Israel. Em 1988, batizou um navio de O Retorno e o lotou de refugiados palestinos. O serviço secreto israelense o esperou ancorar em Chipre, escala também da Flotilha da Liberdade, e o sabotou ao ponto de só navegar a remo. Ironia do destino: Arafat partiu para o exílio num navio chamado Atlântida, o continente e sua Palestina perdidos.
Uma opção final seria deixar um só dos seis navios ir até Gaza, sob escolta, sem considerar um precedente aberto.A quarta verdade.
Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler Celso Amorim "chocado", ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba.
Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, palavra hebraica para esclarecimento. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados.
Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram.
São as contradições israelenses. Uma é armar o seu próprio inimigo. Outra: ontem à noite, membros do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel acabe com o bloqueio a Gaza – e foi o que Israel fez, exatamente, em 2005, para então virar o alvo de uma chuva constante de mísseis contra sua população civil – e daí o bloqueio e a Flotilha da Liberdade.
Moisés Rabinovici foi correspondente em Israel de 1979 a 1984
quarta-feira, 2 de junho de 2010
POETA FERREIRA GULLAR
A ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas, anunciou, nesta segunda-feira, que o dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar ganhou o Prêmio Camões 2010. O troféu é o prêmio literário mais importante da língua portuguesa, dado a escritores pelo conjunto de uma obra. João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz e Jorge Amado são alguns dos brasileiros que já receberam a homenagem.
o maior poeta vivo do BRASIL
NÃO HÁ VAGAS
Folha - Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula.
O senhor já declarou admirar o presidente Barack Obama. O que achou quando ele disse que Lula é o "cara"?
O senhor ainda se considera de esquerda? Essa coisa de direita e esquerda é bastante discutível. Quem é de esquerda hoje? O Lula é de esquerda? Não me faça rir. Eu nunca tive medo de pensar por mim mesmo. Não fico preso a uma verdade indiscutível.
Arrepende-se de ter sido filiado ao Partido Comunista na década de 1960?
O senhor, então, também se equivocou?
E quanto às eleições, quais são suas expectativas? A Marina Silva é uma excelente pessoa. É preciso alguém com a pureza dela num país onde a corrupção impera. Mas a chance de ela ganhar é pouca. Eu espero que a Dilma não ganhe. Se ganhar, nós corremos o risco de ter 20 anos de PT no governo, o que seria um desastre nacional.
Vai então votar no Serra? Vou. Pelo que sei, ele fez um ótimo governo em São Paulo. Foi excelente ministro da Saúde. Se não votar nele, vou votar em quem?
o maior poeta vivo do BRASIL
NÃO HÁ VAGAS
O preço do feijão
não cabe no poema.
O preçodo arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema
o gás
a luz
o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras-
porque o poema, senhores,
está fechado:
"não há vagas"
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
Ferreira Gullar
Folha - Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula.
Ferreira Gullar - Não é que seja um crítico ferrenho, tento ser objetivo. Eu me preocupo com o futuro do meu país. O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Como abraçar o Ahmadinejad [presidente do Irã], de um regime que é uma ditadura teocrática, que realizou uma eleição fraudada. O povo protestou contra o resultado e o Lula disse que aquilo é choro de perdedor.
O senhor já declarou admirar o presidente Barack Obama. O que achou quando ele disse que Lula é o "cara"?
Isso foi uma brincadeira. O fato de o Lula ser um operário que chegou aonde chegou desperta a simpatia das pessoas. Mas não quis dizer que o Lula é "o cara" do mundo. Outra grande bobagem é o Marco Aurélio Garcia [assessor da Presidência] querer impedir a exibição de filme americano na TV a cabo. Alguém tem que falar para ele que já estamos em 2010. É muito atraso.
O senhor ainda se considera de esquerda? Essa coisa de direita e esquerda é bastante discutível. Quem é de esquerda hoje? O Lula é de esquerda? Não me faça rir. Eu nunca tive medo de pensar por mim mesmo. Não fico preso a uma verdade indiscutível.
Arrepende-se de ter sido filiado ao Partido Comunista na década de 1960?
O marxismo foi uma atitude correta e digna diante do capitalismo selvagem do século 19. Surgiu como uma alternativa contra aquela coisa inaceitável. Mas a projeção da sociedade futura, com a ditadura do proletariado, é um sonho equivocado. O marxismo tem uma visão política generosa, mas equivocada.
O senhor, então, também se equivocou?
Eu também cometi muitos erros na época [anos 60]. A fúria fundamentalista só conduz ao erro. Queria me sacrificar pelos interesses do país, mas não basta ter razão para estar certo.
E quanto às eleições, quais são suas expectativas? A Marina Silva é uma excelente pessoa. É preciso alguém com a pureza dela num país onde a corrupção impera. Mas a chance de ela ganhar é pouca. Eu espero que a Dilma não ganhe. Se ganhar, nós corremos o risco de ter 20 anos de PT no governo, o que seria um desastre nacional.
Vai então votar no Serra? Vou. Pelo que sei, ele fez um ótimo governo em São Paulo. Foi excelente ministro da Saúde. Se não votar nele, vou votar em quem?
terça-feira, 1 de junho de 2010
E LÁ VÃO, DE NOVO, OS JUDEUS SENDO CONDENADOS POR SE DEFENDEREM!
31 de maio de 2010
Por FRANCISCO VIANNA (com base na mídia internacional)
Como a maioria, vi no Jornal Nacional, da Globo, esta noite, as notícias perturbadoras de que comandos israelenses tinham atacado uma pequena frota de embarcações “pacíficas” que tentava levar alimentos e “ajuda humanitária” para os que vivem na Faixa de Gaza.
Em seu “vergonhoso” assalto, os israelenses mataram pelo menos dez “ativistas da paz”. Quem sabe, mais... ‘Oh, não’, pensei com medo, ‘talvez alguns daqueles jovens soldados israelenses finalmente cederam à pressão’. ‘Desta vez, eles foram longe demais’ – pensei cá com meus botões. ‘Eles derramaram o sangue dos que escolheram o caminho da paz’…
Assim como eu, quem quer que tenha assistido o noticiário pensou da mesma maneira pela forma com que as notícias foram divulgadas pela emissora. Aí, então, os fatos, como realmente aconteceram, começaram a emergir por trás de toda a chocante narrativa da mídia na salvadora Internet. A Internet hoje é o último reduto onde se pode ler e ver as versões de ambos os lados de um conflito e, com um pouco de isenção, reconhecer a verdade muitas vezes escondida por motivos raciais, religiosos, ideológicos e, sabe-se lá, quais outros mais.
À medida que tais fatos começavam a ser esclarecidos e exibidos na rede mundial, tornava-se progressivamente evidente que os israelenses agiram em defesa própria, depois de repetidas tentativas de evitar a violência; tentativas essas que foram ignoradas pelos ocupantes de uma das embarcações. E isto ficou tão claro que, uma vez mais, o lado israelense da estória não foi nem tanto óbvio nem tão simples. É preciso uma mente aberta e isenta para reconhecer tais fatos e entender o que proporcionou a tragédia marítima de hoje. Na falta de ambas (mente aberta isenta e compreensão dos fatos), a maioria dos observadores dos acontecimentos emitiram, de pronto, seu veredito de culpado para Israel logo imediatamente após o anúncio do número de vítimas fatais.
Antes de tudo, é preciso esclarecer que a tal “flotilha humanitária” era, na melhor das hipóteses, uma artimanha cínica. Não há escassez de alimentos em Gaza. Israel mantém um corredor aberto pelo qual alimentos e outros artigos de consumo básico entram livremente no território, uma vez que seus habitantes não produzem nada, a não ser foguetes caseiros a partir de componentes que obtêm por contrabando, principalmente pela fronteira egípcia, vindos de seus ‘amigos’ sírios, egípcios, e iranianos.
Tal rota é usada diariamente por organizações humanitárias legítimas, inclusive a ONU e a Curz Vermelha Internacional. Nos últimos 18 meses, bem mais de um milhão de toneladas de artigos considerados de ajuda humanitária entraram em Gaza provenientes de Israel. Tal quantidade equivale a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança residente em Gaza.
Além disso, os israelenses ofereceram à flotilha, um modo pacífico de resolver o impasse. Propuseram que os barcos atracassem no porto de Ashdod, ao sul de Israel, desembarcassem sua carga, para ser examinada pelos militares judeus, e, a seguir, às expensas destes, serem transferidas para Gaza, uma medida de segurança que se impunha pela história de abastecimento de material bélico e componentes de mísseis de fabricação doméstica que são eventualmente enviados para lá sob o disfarce de ‘ajuda humanitária’.
Os israelenses queriam simplesmente checar as cargas, primeiro, dentro dos barcos, para se assegurarem de que não se tratavam de armas ou de explosivos escondidos entre alimentos e outros itens legítimos. Tal oferta foi plenamente rejeitada pelos ocupantes dos navios.
Somente então, nessa hora — quando os militares israelenses constataram a intenção declarada desses navios de quebrar o bloqueio de segurança de Israel para a Faixa de Gaza –, foi que a Marinha esraelense decidiu abordar militarmente a flotilha e trazê-la para o porto de Ashdod à força. Adotar uma atitude diferente seria o mesmo que permitir que os inimigos de Israel ditassem a política de segurança israelense para a região.
A Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas, uma organização terrorista e anti-sionista comprometida com a ‘jihad’ islâmica para promover a destruição de Israel. Como tem havido o constante contrabando de armas, explosivos e componentes para foguetes de fabricação caseira para Gaza – e sua repetida utilização pelo Hamas contra as cidades judias próximas, atacando indiscriminada e aleatoriamente alvos civis — fica claro que Israel tem todo o direito e razão de inspecionar qualquer carregamento que se destine a Gaza, por terra, mar e ar.
Sempre que soldados israelenses abordam tais navios, são recebidos com protestos pacíficos e ninguém se machuca. Foi o que se verificou com cinco dos seis navios da flotilha, quando as forças navais israelenses vieram a bordo de lanchas e helicópteros sem qualquer incidente. Era uma operação rotineira que ambos os lados estavam acostumados a presenciar. Apenas um navio – de nome Marmara — teve seus ocupantes reagindo e atacando os soldados com facas e barras de aço, provocando uma resposta letal dos soldados.
Por que agiram dessa forma, tanto os ocupantes do barco como os militares judeus?
Como mostram alguns vídeos feitos pela Marinha de Israel, é evidente que a abordagem costumeira dos militares – que desciam uma a um por cordas de seus helicópteros para o convés do navio – foi recebida com uma feroz explosão de violência inesperada. Os ocupantes do barco atacaram-nos com facas e barras de metal, jogando-os feridos para fora do convés ao mar, pelos lados do navio, apossando-se de suas armas militares e usando-as contra eles.
Na verdade, uma turba linchadora aguardava a chegada dos soldados, pura e simplesmente. Foi um ato premeditado e não uma explosão emocional momentânea. Somente depois de a turba ter começado a usar força letal, foi que os soldados israelenses abriram fogo para salvar suas vidas.
Quem quer que duvide da intensidade e severidade do ataque dos chamados ‘ativistas da paz’ deveria assistir ao vídeo feito pela Marinha israelense, pelo link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=gYjkLUcbJWo&feature=player_embedded
Muito sério e grave!
Certamente, saberemos mais detalhes do que aconteceu nesse barco, nos próximos dias. E poderemos ver que, possivelmente, os israelenses cometeram alguns erros de planejamento e de execução desta operação militar. Mas, pelos os fatos iniciais que emergiram, já ficou claro que esses soldados agiram em defesa própria, e jamais teriam recorrido às suas armas para usar de violência se, de fato, não se vissem realmente na situação de emergência de temerem por suas vidas.
Não é de agora que, como em conflitos anteriores, os esforços de defesa própria de Israel vêm sendo distorcidos pelas próprias pessoas que os provocam e agora celebram e tentam tirar proveito midiático da violência planejada e premeditada.
Assim, lá vão os judeus de novo. Preparem-se para uma onda de ataques e críticas ácidas contra Israel. Estejam, os judeus ou os simplesmente não comprometidos com o anti-sionismo, prontos para receber um rosário de mentiras e exageros, como sempre, para controlar a mídia que colabora com a difusão do ressentimento contra os judeus. E, seja o leitor um judeu ou não, recomendo que aguarde até se inteirar de toda a verdade para depois repassá-la a todos os seus contatos. Porque, mais uma vez, a verdade será uma aliada de Israel. E, mais uma vez, vai depender do tirocínio das pessoas justas e de mente aberta a difusão desta verdade, enquanto aos demais, ela não irá interessar.
Saudações,
Francisco Vianna
31 de maio de 2010
Por FRANCISCO VIANNA (com base na mídia internacional)
Como a maioria, vi no Jornal Nacional, da Globo, esta noite, as notícias perturbadoras de que comandos israelenses tinham atacado uma pequena frota de embarcações “pacíficas” que tentava levar alimentos e “ajuda humanitária” para os que vivem na Faixa de Gaza.
Em seu “vergonhoso” assalto, os israelenses mataram pelo menos dez “ativistas da paz”. Quem sabe, mais... ‘Oh, não’, pensei com medo, ‘talvez alguns daqueles jovens soldados israelenses finalmente cederam à pressão’. ‘Desta vez, eles foram longe demais’ – pensei cá com meus botões. ‘Eles derramaram o sangue dos que escolheram o caminho da paz’…
Assim como eu, quem quer que tenha assistido o noticiário pensou da mesma maneira pela forma com que as notícias foram divulgadas pela emissora. Aí, então, os fatos, como realmente aconteceram, começaram a emergir por trás de toda a chocante narrativa da mídia na salvadora Internet. A Internet hoje é o último reduto onde se pode ler e ver as versões de ambos os lados de um conflito e, com um pouco de isenção, reconhecer a verdade muitas vezes escondida por motivos raciais, religiosos, ideológicos e, sabe-se lá, quais outros mais.
À medida que tais fatos começavam a ser esclarecidos e exibidos na rede mundial, tornava-se progressivamente evidente que os israelenses agiram em defesa própria, depois de repetidas tentativas de evitar a violência; tentativas essas que foram ignoradas pelos ocupantes de uma das embarcações. E isto ficou tão claro que, uma vez mais, o lado israelense da estória não foi nem tanto óbvio nem tão simples. É preciso uma mente aberta e isenta para reconhecer tais fatos e entender o que proporcionou a tragédia marítima de hoje. Na falta de ambas (mente aberta isenta e compreensão dos fatos), a maioria dos observadores dos acontecimentos emitiram, de pronto, seu veredito de culpado para Israel logo imediatamente após o anúncio do número de vítimas fatais.
Antes de tudo, é preciso esclarecer que a tal “flotilha humanitária” era, na melhor das hipóteses, uma artimanha cínica. Não há escassez de alimentos em Gaza. Israel mantém um corredor aberto pelo qual alimentos e outros artigos de consumo básico entram livremente no território, uma vez que seus habitantes não produzem nada, a não ser foguetes caseiros a partir de componentes que obtêm por contrabando, principalmente pela fronteira egípcia, vindos de seus ‘amigos’ sírios, egípcios, e iranianos.
Tal rota é usada diariamente por organizações humanitárias legítimas, inclusive a ONU e a Curz Vermelha Internacional. Nos últimos 18 meses, bem mais de um milhão de toneladas de artigos considerados de ajuda humanitária entraram em Gaza provenientes de Israel. Tal quantidade equivale a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança residente em Gaza.
Além disso, os israelenses ofereceram à flotilha, um modo pacífico de resolver o impasse. Propuseram que os barcos atracassem no porto de Ashdod, ao sul de Israel, desembarcassem sua carga, para ser examinada pelos militares judeus, e, a seguir, às expensas destes, serem transferidas para Gaza, uma medida de segurança que se impunha pela história de abastecimento de material bélico e componentes de mísseis de fabricação doméstica que são eventualmente enviados para lá sob o disfarce de ‘ajuda humanitária’.
Os israelenses queriam simplesmente checar as cargas, primeiro, dentro dos barcos, para se assegurarem de que não se tratavam de armas ou de explosivos escondidos entre alimentos e outros itens legítimos. Tal oferta foi plenamente rejeitada pelos ocupantes dos navios.
Somente então, nessa hora — quando os militares israelenses constataram a intenção declarada desses navios de quebrar o bloqueio de segurança de Israel para a Faixa de Gaza –, foi que a Marinha esraelense decidiu abordar militarmente a flotilha e trazê-la para o porto de Ashdod à força. Adotar uma atitude diferente seria o mesmo que permitir que os inimigos de Israel ditassem a política de segurança israelense para a região.
A Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas, uma organização terrorista e anti-sionista comprometida com a ‘jihad’ islâmica para promover a destruição de Israel. Como tem havido o constante contrabando de armas, explosivos e componentes para foguetes de fabricação caseira para Gaza – e sua repetida utilização pelo Hamas contra as cidades judias próximas, atacando indiscriminada e aleatoriamente alvos civis — fica claro que Israel tem todo o direito e razão de inspecionar qualquer carregamento que se destine a Gaza, por terra, mar e ar.
Sempre que soldados israelenses abordam tais navios, são recebidos com protestos pacíficos e ninguém se machuca. Foi o que se verificou com cinco dos seis navios da flotilha, quando as forças navais israelenses vieram a bordo de lanchas e helicópteros sem qualquer incidente. Era uma operação rotineira que ambos os lados estavam acostumados a presenciar. Apenas um navio – de nome Marmara — teve seus ocupantes reagindo e atacando os soldados com facas e barras de aço, provocando uma resposta letal dos soldados.
Por que agiram dessa forma, tanto os ocupantes do barco como os militares judeus?
Como mostram alguns vídeos feitos pela Marinha de Israel, é evidente que a abordagem costumeira dos militares – que desciam uma a um por cordas de seus helicópteros para o convés do navio – foi recebida com uma feroz explosão de violência inesperada. Os ocupantes do barco atacaram-nos com facas e barras de metal, jogando-os feridos para fora do convés ao mar, pelos lados do navio, apossando-se de suas armas militares e usando-as contra eles.
Na verdade, uma turba linchadora aguardava a chegada dos soldados, pura e simplesmente. Foi um ato premeditado e não uma explosão emocional momentânea. Somente depois de a turba ter começado a usar força letal, foi que os soldados israelenses abriram fogo para salvar suas vidas.
Quem quer que duvide da intensidade e severidade do ataque dos chamados ‘ativistas da paz’ deveria assistir ao vídeo feito pela Marinha israelense, pelo link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=gYjkLUcbJWo&feature=player_embedded
Muito sério e grave!
Certamente, saberemos mais detalhes do que aconteceu nesse barco, nos próximos dias. E poderemos ver que, possivelmente, os israelenses cometeram alguns erros de planejamento e de execução desta operação militar. Mas, pelos os fatos iniciais que emergiram, já ficou claro que esses soldados agiram em defesa própria, e jamais teriam recorrido às suas armas para usar de violência se, de fato, não se vissem realmente na situação de emergência de temerem por suas vidas.
Não é de agora que, como em conflitos anteriores, os esforços de defesa própria de Israel vêm sendo distorcidos pelas próprias pessoas que os provocam e agora celebram e tentam tirar proveito midiático da violência planejada e premeditada.
Assim, lá vão os judeus de novo. Preparem-se para uma onda de ataques e críticas ácidas contra Israel. Estejam, os judeus ou os simplesmente não comprometidos com o anti-sionismo, prontos para receber um rosário de mentiras e exageros, como sempre, para controlar a mídia que colabora com a difusão do ressentimento contra os judeus. E, seja o leitor um judeu ou não, recomendo que aguarde até se inteirar de toda a verdade para depois repassá-la a todos os seus contatos. Porque, mais uma vez, a verdade será uma aliada de Israel. E, mais uma vez, vai depender do tirocínio das pessoas justas e de mente aberta a difusão desta verdade, enquanto aos demais, ela não irá interessar.
Saudações,
Francisco Vianna
Soldados corriam perigo de vida; reação foi de autodefesa
Giora Becher – Especial para a FOLHA – 01/junho/2010
Ataque a tropas israelenses foi premeditado; militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada"
http://www.youtube.com/watch?v=0LulDJh4fWI
Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado.
Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo.
O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência. Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar!".
Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frota, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer".
Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000. É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda.
A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel.
Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.
ALVO
Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas [sobre] quebrar o cerco de Israel".
A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos.
Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado, Gilad Shalit, e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.
Os organizadores estavam cientes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Gaza.
Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod.
Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa.
Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses. O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.
GIORA BECHER, 60, é embaixador de Israel no Brasil
Enviado por:
EDSON F. NASCIMENTO
RIBEIRÃO PRETO-SP
PSIQUIATRA E PSICOTERAPEUTA - CRM/SP - 41.709
Ataque a tropas israelenses foi premeditado; militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada"
http://www.youtube.com/watch?v=0LulDJh4fWI
Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado.
Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo.
O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência. Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar!".
Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frota, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer".
Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000. É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda.
A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel.
Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.
ALVO
Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas [sobre] quebrar o cerco de Israel".
A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos.
Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado, Gilad Shalit, e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.
Os organizadores estavam cientes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Gaza.
Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod.
Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa.
Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses. O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.
GIORA BECHER, 60, é embaixador de Israel no Brasil
Enviado por:
EDSON F. NASCIMENTO
RIBEIRÃO PRETO-SP
PSIQUIATRA E PSICOTERAPEUTA - CRM/SP - 41.709
O presidente que não lê nada agora virou professor de tudo
Coluna do
Augusto Nunes
SEÇÃO » Direto ao Ponto
31 de maio de 2010
Com uma frase na última edição de VEJA, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo decretou o fim do palavrório sobre os motivos do naufrágio do acordo esboçado em Teerã pelo Brasil e pela Turquia: “Ao concordar em ter o urânio enriquecido em outro país, e em seguida acrescentar que nem por isso deixaria de fazê-lo ele próprio, o Irã entrou nos anais com um caso raro, talvez inédito, de comprometimento simultâneo com uma coisa e o seu contrário”.
Perfeito. Antes mesmo da divulgação do rascunho do que fora combinado, os aitolás atômicos trataram de implodi-lo com mais uma insolência.
Para quem vê as coisas como as coisas são, o Irã escalou o Brasil para o papel de otário em outra farsa forjada para que a produção da bomba nuclear siga seu curso. Para Lula, onde se enxerga um fiasco de bom tamanho deve-se contemplar um irretocável sucesso diplomático. O final feliz, tem reiterado de meia em meia hora, só não pôde ser celebrado ainda por culpa dos americanos. Sempre eles.
“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos”, voltou a dedilhar a lira do delírio, nesta segunda-feira, o candidato a governador-geral do planeta. “Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar numa mesa para negociar, que era o que eles queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles falam: não vale mais”. Quer dizer: o companheiro Mahmoud Ahmadinejad é um soldado da paz que enfrenta com estoicismo de estadista a incurável belicosidade ianque.
A missão em Teerã foi a segunda proeza do ano, lembrou Lula na semana passada: em março, consumou-se a missão no Oriente Médio. “A imprensa dizia: o Lula, que veio lá de Garanhuns? O cara não fala nem inglês e quer falar com árabe? Com persa? Não vai dar certo. E nós estávamos convencidos de que era possível”. O verbo conjugado no passado informa que o que parecia impossível aconteceu. Judeus e palestinos já aprenderam o que devem fazer para se tornarem amigos de infância. No caso do Irã, só falta Barack Obama deixar de ser brigão.
“Ninguém conseguia fazer o Irã sentar na mesa para negociar”, tornou a gabar-se o maior governante desde a chegada das caravelas. “E nós conseguimos, porque essas decisões às vezes são tomadas em função de uma relação de confiança”. Se acredita mesmo que pacificou o Oriente Médio, fez o Irã renunciar à fabricação da bomba e solucionou em dois meses duas crises aparentemente insolúveis, Lula é portador de uma perigosa mistura de megalomania e mitomania. Se sabe que fracassou, e está só contando mais mentiras, passou a acreditar que é o único esperto entre os homens que governam um viveiro de bilhões de idiotas.
Nas duas hipóteses, Lula seria, mais que um case político, um caso clínico. Em qualquer nação ajuizada, estaria ameaçado de trocar a faixa presidencial por uma camisa-de-força. Mas países com juízo não se arriscam a transformar em chefe de governo alguém que, sem ter estudado nada, vira professor de tudo. Não entregam a presidência a quem resolve sair pelo mundo dando aulas a povos sobre os quais não leu um único livro, um só parágrafo, sequer uma linha.
Gente civilizada sabe que é dramaticamente imprecisa a fronteira que separa um gabola incontrolável de um napoleão-de-hospício.
Augusto Nunes
SEÇÃO » Direto ao Ponto
31 de maio de 2010
Com uma frase na última edição de VEJA, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo decretou o fim do palavrório sobre os motivos do naufrágio do acordo esboçado em Teerã pelo Brasil e pela Turquia: “Ao concordar em ter o urânio enriquecido em outro país, e em seguida acrescentar que nem por isso deixaria de fazê-lo ele próprio, o Irã entrou nos anais com um caso raro, talvez inédito, de comprometimento simultâneo com uma coisa e o seu contrário”.
Perfeito. Antes mesmo da divulgação do rascunho do que fora combinado, os aitolás atômicos trataram de implodi-lo com mais uma insolência.
Para quem vê as coisas como as coisas são, o Irã escalou o Brasil para o papel de otário em outra farsa forjada para que a produção da bomba nuclear siga seu curso. Para Lula, onde se enxerga um fiasco de bom tamanho deve-se contemplar um irretocável sucesso diplomático. O final feliz, tem reiterado de meia em meia hora, só não pôde ser celebrado ainda por culpa dos americanos. Sempre eles.
“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos”, voltou a dedilhar a lira do delírio, nesta segunda-feira, o candidato a governador-geral do planeta. “Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar numa mesa para negociar, que era o que eles queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles falam: não vale mais”. Quer dizer: o companheiro Mahmoud Ahmadinejad é um soldado da paz que enfrenta com estoicismo de estadista a incurável belicosidade ianque.
A missão em Teerã foi a segunda proeza do ano, lembrou Lula na semana passada: em março, consumou-se a missão no Oriente Médio. “A imprensa dizia: o Lula, que veio lá de Garanhuns? O cara não fala nem inglês e quer falar com árabe? Com persa? Não vai dar certo. E nós estávamos convencidos de que era possível”. O verbo conjugado no passado informa que o que parecia impossível aconteceu. Judeus e palestinos já aprenderam o que devem fazer para se tornarem amigos de infância. No caso do Irã, só falta Barack Obama deixar de ser brigão.
“Ninguém conseguia fazer o Irã sentar na mesa para negociar”, tornou a gabar-se o maior governante desde a chegada das caravelas. “E nós conseguimos, porque essas decisões às vezes são tomadas em função de uma relação de confiança”. Se acredita mesmo que pacificou o Oriente Médio, fez o Irã renunciar à fabricação da bomba e solucionou em dois meses duas crises aparentemente insolúveis, Lula é portador de uma perigosa mistura de megalomania e mitomania. Se sabe que fracassou, e está só contando mais mentiras, passou a acreditar que é o único esperto entre os homens que governam um viveiro de bilhões de idiotas.
Nas duas hipóteses, Lula seria, mais que um case político, um caso clínico. Em qualquer nação ajuizada, estaria ameaçado de trocar a faixa presidencial por uma camisa-de-força. Mas países com juízo não se arriscam a transformar em chefe de governo alguém que, sem ter estudado nada, vira professor de tudo. Não entregam a presidência a quem resolve sair pelo mundo dando aulas a povos sobre os quais não leu um único livro, um só parágrafo, sequer uma linha.
Gente civilizada sabe que é dramaticamente imprecisa a fronteira que separa um gabola incontrolável de um napoleão-de-hospício.
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